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domingo, 21 de novembro de 2010

Luz da televisão pode provocar depressão

Sempre ouvi falar que o primeiro ano do casamento poderia ser difícil por causa da adptação do casal. Meu amado e eu já estamos caminhando rumo ao terceiro ano e vai indo tudo bem, graças a Deus!
Dentre as poucas adaptações que tivemos que fazer, uma envolve o tema da matéria: televisão no quarto.

Eu sempre gostei de escuridão e silêncio absoluto na hora de dormir - o que exclui totalmente a existência de uma televisão no quarto, além disso, penso que a televisão rouba muito tempo do convívio familiar, mas este já é assunto para uma outra matéria.

Do outro lado, meu marido lindo era acostumado a dormir com a televisão ligada, não se incomodava com nenhum barulho e não gosta do escuro total.

Ou seja, com duas cabecinhas tão diferentes neste aspecto, tivemos que entrar num acordo: me livrei da televisão no quarto, porém, tive que aceitar a luz do banheiro ligada para não ficar aquela escuridão que tanto amo na hora de dormir.

A vida é assim... nem sempre as coisas são como a gente quer... mas agora, com esta descoberta ciêntífica, tenho um ótimo argumento em meu favor =): testes feitos com hamsters mostraram que luz pela noite, por mais fraca que seja, produz alterações no hipocampo, uma das principais estruturas do cérebro, que desempenha um papel fundamental nos transtornos depressivos.

O estudo, apresentado na última quarta-feira (17/11) em San Diego (EUA) na reunião anual da Sociedade para a Neurociência afirmou que "uma luz branda (como a de uma televisão) pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters, que pode ser explicado pelas mudanças observadas em seu cérebro após oito semanas".

Antes de eu comemorar muito e apresentar esse argumento ao meu amado, preciso confessar que a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, coautora do estudo, explicou que não é possível "garantir" que ocorra o mesmo efeito em um ser humano, porém, de acordo com ela, o impacto da luz não varia em função do tamanho do bicho.

Segundo Tracy, uma exposição crônica à luz pela noite é um fator relativamente novo na história da humanidade e não é natural. "Por isso reduzir a iluminação artificial enquanto dorme é conveniente", diz ela. (Ufa!)

Mais informações - O estudo foi realizado com hamsters siberianas sem ovários, para que os hormônios não interferissem nos resultados. Metade delas foi introduzida em um habitáculo onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e oito horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e oito horas de iluminação tênue.

Após oito semanas nessas condições, as hamsters que dormiram com luz durante a noite mostravam mais sintomas de depressão que as demais. O teste é o mesmo usado pela industria farmacêutica para experimentar remédios antidepressivos e contra a ansiedade.

A quantidade de água doce bebida também foi medida. Normalmente os roedores gostam de beber água, mas os que têm sintomas de depressão não bebem tanto porque, aparentemente, não têm o mesmo prazer nas atividades.

Ao examinar o hipocampo dos hamsters depois do experimento, os cientistas comprovaram que os que dormiram com luz tinham uma densidade menor de espinhos dendríticos, finos prolongamentos das células cerebrais que transmitem mensagens de uma célula a outra. "O hipocampo desempenha um papel importante na depressão e encontrar mudanças nessa região é significativo", afirmou Tracy.

No entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto aos níveis de cortisol, hormônio do estresse que normalmente é associado às alterações no hipocampo. Segundo os cientistas, a explicação mais plausível para as mudanças registradas no cérebro dos hamsters é uma deficiência de melatonina, hormônio que deixa de ser excretado quando há luz.

O próximo passo dos cientistas é analisar o papel do hormônio neste processo. Os resultados coincidem com estudos anteriores nos quais Randy Nelson, professor de neurociência e psicologia da OSU, e seus colegas descobriram que uma luz intensa constante pela noite está ligada a sintomas depressivos e a um aumento de peso em ratos.

1 comentários:

Cida Kuntze disse...

Olá Ellen!
Ótima postagem e graças a Deus que eu e o meu amado não temos nenhum desses problemas, pois não gostamos de tv no quarto e nem de luz acesa. Acostumamos a pequena a dormir no escuro e ela não gosta de dormir com luz acesa.

Colocamos a tv no quarto quando eu estava grávida e ficou assim até a nossa filha estar com alguns meses porque fizemos uma reforma na casa onde morávamos, mas nos mudamos e a tv voltou pra sala.

Um beijo e uma feliz semana!

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