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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Grávidas ao volante: Condução assumida por dois

Olá!

Eu ainda não sou mamãe, mas achei que esta matéria publicada pelo Correio Braziliense poderia ser útil para quem está vivendo esta fase tão especial.
Além disso, o assunto também tem tudo a ver com o universo feminino, já que toda mulher sempre tem uma amiga, prima, irmã ou parente que está a espera de um baby... e a gente sempre quer ajudar, dar uma opinião... =)
Enfim, outra mensagem SUPER importante é que, grávidas ou não, devemos sempre usar o cinto de segurança e pegar no pé de todo mundo para que use também (inclusive no banco de trás).

Grávidas ao volante: Condução assumida por dois
Especialistas indicam modo de usar cinto de segurança e desmistificam medo de airbag.

As vovós quase morrem de preocupação, mas de acordo com a ginecologista Márcia Rovena de Oliveira, referência técnica em saúde da mulher, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, se a mulher já está habituada a dirigir, e não existe nenhuma complicação clínica decorrente da gravidez, pode dirigir até a última semana. Ela, no entanto, acrescenta que, como no trânsito há um risco natural de maior exposição da mulher, é interessante, nos últimos três meses, evitar os momentos de trânsito mais intenso.

Já a diretora da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, Cláudia Lourdes Soares Laranjeira, recomenda aposentar o volante no último mês. "Com a barriga grande, a mulher perde a mobilidade no trânsito", diz. "Também pode haver certa desatenção. Neurologistas falam que os reflexos podem estar diminuídos. Então recomendo que a direção seja evitada, principalmente à noite e em viagens longas", completa. Com relação aos trajetos curtos, ela considera a possibilidade, desde que a gestante esteja se sentindo bem.

CINTO - Embora algumas gestantes reclamem de desconforto, as médicas são enfáticas em relação ao cinto de segurança. "É fundamental o uso do cinto, que reduz complicação grave em caso de acidente", afirma Márcia Rovena.

Segundo especialistas da Abramet, o cinto de segurança de três pontos confere maior proteção à mãe e ao feto do que o subabdominal; Deve ser posicionado da seguinte forma: a faixa subabdominal tem que ser posicionada o mais abaixo possível da protuberância abdominal, ao longo dos quadris e na parte superior das coxas; a faixa diagonal deve passar entre a mamas e no terço médio da clavícula, posicionando-se lateralmente ao útero (barriga). Nunca sobre a barriga. No caso de uso de cinto abdominal apenas, deve pegar abaixo do útero.

O diretor de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Harley Bueno, acrescenta que, além de nunca dispensar o cinto, é importante que não haja nenhum tipo de folga. "O uso do cinto é lei. E isso é válido não só para grávidas, mas para qualquer pessoa. E não pode estar frouxo, pois em caso de colisão, causa um efeito elástico, resultando no dobro da carga", explica.

O assunto, inclusive, foi alvo de estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), e resultou num projeto de diretrizes para o uso do cinto de segurança durante a gravidez. Conforme o estudo, "durante a gravidez, os acidentes de trânsito constituem-se na etiologia mais frequente de mecanismo de trauma, de hospitalização e a principal causa de óbito fetal relacionada a trauma materno". Mas "as mães que usam cinto de segurança sofrem menos ferimentos do que aquelas que não usam, reduzindo o risco". Ainda de acordo com a Abramet, as mulheres grávidas que não usam cinto de segurança, quando envolvidas em acidentes, apresentam maior probabilidade de gerar filhos com baixo peso ao nascimento e partos 48 horas depois do acidente. Também dobra o risco de hemorragias no parto, além do aumento do risco, em 2,8 vezes, de morte do feto.

AIRBAG - Há alguns anos, quando os airbags ainda eram raridade nos veículos, Cláudia Laranjeira lembra que havia dúvidas com relação a prováveis traumatismos no bebê, o que gerou certo medo em relação à condução (ou mesmo uso como passageira) de carros com airbag. Mas a médica esclarece que não existe nenhum estudo afirmando que a abertura do airbag possa causar problemas à gravidez. "Não precisa desativar os airbags", garante.

O engenheiro Sérgio Ricardo Fabiano, membro do Comitê de Veículos Leves, da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), concorda: "O airbag não faz mal à gestante. Nunca vi nenhuma recomendação de fabricante". Segundo os estudos da Abramet, os benefícios do uso do airbag na gravidez superam os riscos, desde que a gestante use corretamente o cinto de segurança, recuando o banco o máximo possível.

1 comentários:

Cida Kuntze disse...

Oi Ellen!
Tem um selinho pra você lá no meu blog. Se desejares, passa lá pra pegar.
Beijos e um feliz sábado!

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